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quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Recomeço
As minhas aulas só começam em Outubro mas há muitas coisas para preparar. Hoje fui à livraria buscar um livro que estava pedido e fazer nova encomenda. Também fui à biblioteca municipal requisitar dois livros, que vou já começar a ler, para ir adiantando. A lista é muito extensa, mas fascinante. O primeiro ano correu bem, vamos ver como corre o segundo...Acreditem que estudar aos cinquenta anos é uma experiência fabulosa. Eu estou a adorar.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Leitura para as férias
Hoje foi dia de compras e tive que trazer mais uns livrinhos. Já li o Pela estrada fora mas era da Biblioteca Municipal e fiquei com vontade de ter um para mim. É muito difícil dizer-lhes que não...
terça-feira, 20 de julho de 2010
Literatura

Manuscritos de Kafka guardados há 50 anos retirados hoje
Os manuscritos e desenhos do espólio do escritor Franz Kafka, que o amigo Max Brod guardou durante décadas, deverão ser retirados hoje do cofre de um banco na Suíça. O espólio do escritor está guardado em quatro compartimentos no banco UBS, de Zurique. A abertura dos cofres contendo espólio de Franz Kafka acontece depois de uma operação semelhante levada a cabo em Telavive, por ordem de um tribunal israelita. Depois de abertos os cofres, o inventário será conduzido pelo professor de literatura Itta Shedletzky. Em causa está uma batalha legal pelos documentos de Frank Kafka, que ficaram durante mais de cinquenta anos à guarda das herdeiras de Max Brod, o homem a quem o escritor ordenou que queimasse todo o espólio depois da sua morte. (fonte: DN)
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leituras
domingo, 18 de julho de 2010
Está quase...
Pois é o ano lectivo está a terminar. Só falta um exame que será na próxima terça e depois... que alívio!!!
Quanto a resultados, só lá para o final de Agosto... para ter a certeza.
Já não tenho idade para estas coisas, mas agora vou continuar a estudar porque ando a ter uns "apagões" que não são brincadeira.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Poema à boca fechada
Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.
Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ávidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.
Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.
Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.
Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo.
José Saramago
Que o silêncio me sufoca e amordaça
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.
Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ávidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.
Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.
Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.
Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo.
José Saramago
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Poesia
Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei
Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso
Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo
Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento
Sophia de Mello Breyner Andresen
Livro Sexto (1962)
Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei
Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso
Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo
Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento
Sophia de Mello Breyner Andresen
Livro Sexto (1962)
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Walden ou A Vida nos Bosques
Os homens tanto conquistaram;
Vejam! Até asas tomaram-
Artes,ciências,
mil exigências.
E apenas do sopro do vento
o corpo tem conhecimento.
Henry David Thoreau
Vejam! Até asas tomaram-
Artes,ciências,
mil exigências.
E apenas do sopro do vento
o corpo tem conhecimento.
Henry David Thoreau
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Álvaro de Campos
Às Vezes
Às vezes tenho ideias felizes,
Ideias subitamente felizes, em ideias
E nas palavras em que naturalmente se despegam...
Depois de escrever, leio...
Por que escrevi isto?
Onde fui buscar isto?
De onde me veio isto? Isto é melhor do que eu...
Seremos nós neste mundo apenas canetas com tinta
Com que alguém escreve a valer o que nós aqui traçamos?...
Às vezes tenho ideias felizes,
Ideias subitamente felizes, em ideias
E nas palavras em que naturalmente se despegam...
Depois de escrever, leio...
Por que escrevi isto?
Onde fui buscar isto?
De onde me veio isto? Isto é melhor do que eu...
Seremos nós neste mundo apenas canetas com tinta
Com que alguém escreve a valer o que nós aqui traçamos?...
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quarta-feira, 10 de março de 2010

«O Grande Gatsby talvez seja, como já alguém afirmou, o único romance perfeito. Ao relê?lo, ficamos sempre espantados com a sua brevidade: não é muito mais longo que um conto de Henry James. T. S. Eliot considerou-o como o único progresso significativo do romance americano desde a morte de James. Não gerou, porém, uma tradição americana. A narrativa de grande sucesso, frouxamente planeada e recheada de calão, é vista com acerto como o típico contributo americano para a arte do romance. Os leitores americanos do Saturday Evening Post, que admiravam os contos de Fitzgerald sobre a era do jazz, não o sabiam autor de um grande livro. A popularidade de Fitzgerald depois de morto baseou-se mais na vida que na obra — o «colapso nervoso», o alcoolismo, a loucura de Zelda, sua mulher. A sua arte era demasiado requintada e a sua ironia demasiado subtil para o grande público. E no entanto, um editorial do New York Times, publicado após a sua morte, dizia que «ele era melhor do que pensava, pois foi, quer no plano dos factos quer no plano literário, o inventor de uma “geração”». - Anthony Burguess
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Alexandre O´Neill
Há palavras que nos beijam *
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
* In No Reino da Dinamarca, 1958 :: 24/05/2007
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
* In No Reino da Dinamarca, 1958 :: 24/05/2007
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Literatura

"A Morte de Colombo
Há bem 50 anos que Eduardo Lourenço tenta ensinar-nos a pensar. E a pensarmo-nos. Em vão. Tal como, há cinco séculos, falhámos o encontro com Montaigne, tambem agora falhamos o encontro com o Montaigne que Deus nos deu, de mão beijada. Num Portugal da verborreia, ele é a palavra justa. E justamente a palavra. Livre, heterodoxa, culta, inteligente; síntese de toda a memória e analítica do mais ínfimo pormenor presente. Num Portugal de menos, ele é o pensador demais. O que não admira: num país que, colectivamente, há muito se não pensa e ainda menos se idealiza, ele sobra. Consideramo-lo, respeitamo-lo, emolduramo-no como a um ícone, cuja presença se exige em cada “evento cultural” (como ora, pacoviamente, por cá se diz), mas ele sobra-nos. Sempre. Malgré lui, porque, auto-expatriado embora, nunca Lourenço de Portugal realmente saíu. Direi mesmo que, há meio século, persiste sentado a uma mesa d`A (sua) Brasileira de Coimbra (que já não existe), insistindo em conversar connosco. Militantemente. Por isso o formidável corpus da sua obra não é uma tese, é um incontornável somatório de fragmentos. Por isso o mais magistral dos nossos maîtres à penser, se faz da palavra um magistério, é tudo menos um magister. Por isso também o mais idoso dos nossos pensadores é também o mais moderno (ou pos-moderno) deles todos.
Considerasse a douta Academia Sueca o ensaio como arte maior da Literatura, e Eduardo Lourenço teria sido o nosso primeiro Nobel. Assim não foi. Nem nunca o será. Daqui a 30/40 anos, porém, quando o Portugal que houver se der conta do espantoso legado de Lourenço, o descobrirá então. Demasiado tarde para ele e sobretudo para esse Portugal futuro, herdeiro de um Portugal atávico, sempre atrasado nos quotidianos da vida e nas obras da vida e nas obras da História. É isto, sobre Lourenço, um panegírico? Não, nem ele disso precisa. O que isto é, ou visa ser, é uma chamada de atenção para o seu livro mais recente. Sobre a morte de Colombo ( o da descoberta da América, esclareça-se). Dir-se-ia que, por uma vez, Lourenço se afastara de Portugal para se ir numa navegação de longo curso. Mas não: pensando Colombo, a América (ou a parte dela chamada Latina) e o Brasil, o que, de facto, Lourenço pensa é Portugal e essa Europa a que (embora num quarto com vista para o saguão) agora, de jure, pertencemos.
O livro (mais uma vez) é um conjunto de textos que abarcam mais de quatro décadas de reflexão. Mas, a cada passo, seja qual for a data do artigo, nos deparamos com a intemporalidade de um pensamento arguto. Será que a Europa descobriu a América? Será que Portugal descobriu o Brasil? “Quem descobre quem?” – interroga Lourenço, ignorando as baboseiras mediáticas habituais sobre a matéria, para, logo após, responder que essa descoberta nos tornou “outros”. Pelo que, hoje – diz – nós os Europeus “somos todos índios a título póstumo”. Ponto de partida de um livro com múltiplas chegadas. Num percurso aliciante.
Rodrigues da Silva, JL, sobre “A Morte de Colombo” de Eduardo Lourenço, Edit. Gradiva.
O Homem em Queda

Sinopse
Começando no fumo e nas cinzas das Torres Gémeas em chamas, Homem em queda desenha as consequências deste tremor global na história íntima de vidas marcadas pela perda, pela dor e pela força imensa da História. A narração de um homem que escapa das torres, da sua ex-mulher e de um dos terroristas.
Um romance corajoso e brilhante, comovente e catártico, que explica como os eventos do 11 de Setembro reconfiguraram a nossa paisagem emocional, a nossa memória e a nossa percepção do mundo.
sábado, 5 de dezembro de 2009
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