
domingo, 28 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Seixal
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

De um encontro em Paris de Umberto Eco, um dos mais respeitados pensadores e romancistas da actualidade, com o cineasta e ensaísta Jean-Claude Carriére, nasce um extraordinário e contemporâneo diálogo em torno do papel dos livros no decurso da História.
Em A Obsessão do Fogo, somos levados a percorrer mais de dois mil anos de histórias sobre livros, seguindo uma discussão erudita e divertida, culta e pessoal, filosófica e anedótica, curiosa e apetecível, plena de ironia, astúcia e referências culturais. Atravessamos tempos e lugares diversos; encontramos personalidades reais e personagens fictícias; deparamo-nos com elogio à estupidez, bem como com a análise da paixão pelo coleccionismo; e compreendemos a razão pela qual cada época gera as suas obras-primas. Para além disso, ficamos ainda a saber por que motivo “as galinhas levaram mais de um século para aprender a não atravessar a estrada” e porque é que “o nosso conhecimento do passado deve-se a cretinos, imbecis ou contraditores”.
Com a inteligência e o humor que lhes são reconhecidos, Eco e Carriere encetam uma viagem pela história dos livros e da literatura no geral, desde os papiros até à era digital da Internet e dos e-books. Um notável exercício de erudição de dois leitores apaixonados e coleccionadores de livros, uma espécie cada vez mais escassa numa era de obstinação pelo progresso tecnológico.
Em A Obsessão do Fogo, somos levados a percorrer mais de dois mil anos de histórias sobre livros, seguindo uma discussão erudita e divertida, culta e pessoal, filosófica e anedótica, curiosa e apetecível, plena de ironia, astúcia e referências culturais. Atravessamos tempos e lugares diversos; encontramos personalidades reais e personagens fictícias; deparamo-nos com elogio à estupidez, bem como com a análise da paixão pelo coleccionismo; e compreendemos a razão pela qual cada época gera as suas obras-primas. Para além disso, ficamos ainda a saber por que motivo “as galinhas levaram mais de um século para aprender a não atravessar a estrada” e porque é que “o nosso conhecimento do passado deve-se a cretinos, imbecis ou contraditores”.
Com a inteligência e o humor que lhes são reconhecidos, Eco e Carriere encetam uma viagem pela história dos livros e da literatura no geral, desde os papiros até à era digital da Internet e dos e-books. Um notável exercício de erudição de dois leitores apaixonados e coleccionadores de livros, uma espécie cada vez mais escassa numa era de obstinação pelo progresso tecnológico.
Fnac
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Alexandre O´Neill
Há palavras que nos beijam *
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
* In No Reino da Dinamarca, 1958 :: 24/05/2007
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
* In No Reino da Dinamarca, 1958 :: 24/05/2007
Literatura

"A Morte de Colombo
Há bem 50 anos que Eduardo Lourenço tenta ensinar-nos a pensar. E a pensarmo-nos. Em vão. Tal como, há cinco séculos, falhámos o encontro com Montaigne, tambem agora falhamos o encontro com o Montaigne que Deus nos deu, de mão beijada. Num Portugal da verborreia, ele é a palavra justa. E justamente a palavra. Livre, heterodoxa, culta, inteligente; síntese de toda a memória e analítica do mais ínfimo pormenor presente. Num Portugal de menos, ele é o pensador demais. O que não admira: num país que, colectivamente, há muito se não pensa e ainda menos se idealiza, ele sobra. Consideramo-lo, respeitamo-lo, emolduramo-no como a um ícone, cuja presença se exige em cada “evento cultural” (como ora, pacoviamente, por cá se diz), mas ele sobra-nos. Sempre. Malgré lui, porque, auto-expatriado embora, nunca Lourenço de Portugal realmente saíu. Direi mesmo que, há meio século, persiste sentado a uma mesa d`A (sua) Brasileira de Coimbra (que já não existe), insistindo em conversar connosco. Militantemente. Por isso o formidável corpus da sua obra não é uma tese, é um incontornável somatório de fragmentos. Por isso o mais magistral dos nossos maîtres à penser, se faz da palavra um magistério, é tudo menos um magister. Por isso também o mais idoso dos nossos pensadores é também o mais moderno (ou pos-moderno) deles todos.
Considerasse a douta Academia Sueca o ensaio como arte maior da Literatura, e Eduardo Lourenço teria sido o nosso primeiro Nobel. Assim não foi. Nem nunca o será. Daqui a 30/40 anos, porém, quando o Portugal que houver se der conta do espantoso legado de Lourenço, o descobrirá então. Demasiado tarde para ele e sobretudo para esse Portugal futuro, herdeiro de um Portugal atávico, sempre atrasado nos quotidianos da vida e nas obras da vida e nas obras da História. É isto, sobre Lourenço, um panegírico? Não, nem ele disso precisa. O que isto é, ou visa ser, é uma chamada de atenção para o seu livro mais recente. Sobre a morte de Colombo ( o da descoberta da América, esclareça-se). Dir-se-ia que, por uma vez, Lourenço se afastara de Portugal para se ir numa navegação de longo curso. Mas não: pensando Colombo, a América (ou a parte dela chamada Latina) e o Brasil, o que, de facto, Lourenço pensa é Portugal e essa Europa a que (embora num quarto com vista para o saguão) agora, de jure, pertencemos.
O livro (mais uma vez) é um conjunto de textos que abarcam mais de quatro décadas de reflexão. Mas, a cada passo, seja qual for a data do artigo, nos deparamos com a intemporalidade de um pensamento arguto. Será que a Europa descobriu a América? Será que Portugal descobriu o Brasil? “Quem descobre quem?” – interroga Lourenço, ignorando as baboseiras mediáticas habituais sobre a matéria, para, logo após, responder que essa descoberta nos tornou “outros”. Pelo que, hoje – diz – nós os Europeus “somos todos índios a título póstumo”. Ponto de partida de um livro com múltiplas chegadas. Num percurso aliciante.
Rodrigues da Silva, JL, sobre “A Morte de Colombo” de Eduardo Lourenço, Edit. Gradiva.
O Homem em Queda

Sinopse
Começando no fumo e nas cinzas das Torres Gémeas em chamas, Homem em queda desenha as consequências deste tremor global na história íntima de vidas marcadas pela perda, pela dor e pela força imensa da História. A narração de um homem que escapa das torres, da sua ex-mulher e de um dos terroristas.
Um romance corajoso e brilhante, comovente e catártico, que explica como os eventos do 11 de Setembro reconfiguraram a nossa paisagem emocional, a nossa memória e a nossa percepção do mundo.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Presente
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Saco em tecido
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Para relaxar
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Bolsinha reciclada
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